Supervisão Macroprudencial


Política macroprudencial

 

Na qualidade de autoridade macroprudencial nacional, o Banco Central de São Tomé e Príncipe define e executa a política macroprudencial. Esta política tem como objectivo primário, tornar o sistema financeiro resiliente à absorção de riscos, garantindo níveis adequados de intermediação financeira, contribuindo para o crescimento económico sustentável.

 

O BCSTP analisa, regularmente, o sistema financeiro com o intuito de identificar riscos e vulnerabilidades, em cenários mais prováveis e em cenários mais adversos, isto é, identifica, acompanha e avalia riscos sistémicos. Com base nesta análise, o BCSTP pondera a implementação de medidas de política que minimizem a probabilidade daqueles riscos se materializarem ou que aumentem a capacidade de as instituições poder enfrentá-los.

 

Para alcançar o objectivo primário da política macroprudencial, foram estabelecidos os seguintes objectivos intermédios:

 

  • Limitar incentivos para assunção excessiva de riscos soberano;
  • Mitigar e prevenir a contração excessiva da carteira de crédito;
  • Mitigar e prevenir a degradação da qualidade da carteira de crédito;
  • Mitigar e prevenir o crescimento excessivo de bens recebidos em dação no balanço;
  • Mitigar e prevenir riscos potenciais, incluindo riscos ligados às alterações climáticas.

 

Instrumentos

 

Para implementar medidas de política macroprudencial, o BCSTP desenvolve e implementa instrumentos macroprudenciais, vinculativos e não vinculativos nomeadamente:

 

  • Instrumentos não vinculativos
    • Rácio entre o activos de exposição soberana e os Fundos Próprios Qualificados;
    • Quota mínima para carteira de crédito destinada ao desenvolvimento e implementação de projectos que visem minimizar o impacto ambiental;
    • Quota mínima para carteira de crédito destinada a mulheres.
  • Instrumentos vinculativas
    • Reserva de fundos próprios para risco sistémico;
    • Reserva de conservação de fundos próprios;
    • Rácio entre o montante total das prestações mensais e o rendimento mensal líquido do mutuário (debt service-to-income - DSTI);
    • Limite máximo para a maturidade de crédito à habitação;
    • Rácio entre o montante do crédito e o valor do imóvel dado em garantia (loan-to-value ratio - LTV);
    • Ponderador de risco para créditos que excedam o LTV;
    • Realização de testes de esforço.

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